
O manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, que, segundo ONGs, foi condenado à morte por sua participação nos protestos no Irã, está preso e não vai enfrentar a pena capital, afirmou o judiciário iraniano hoje.
Erfan foi preso por “conspirar contra a segurança interna”, crime para o qual não há pena de morte, disse o judiciário local. Ele também foi condenado por atividades de propaganda como o regime, disse o mesmo comunicado, citado pela mídia estatal.
Informação da mídia estatal iraniana acontece pouco após ONG afirmar que execução foi adiada. Mais cedo, a Organização Hengaw para os Direitos Humanos disse, citando familiares de Soltani, que o enforcamento, marcado para ontem, não aconteceu.
“Ouvimos que a matança no Irã parou e não há planos para uma execução ou execuções. Disseram-me isso de uma fonte confiável. Vamos descobrir. Tenho certeza de que, se acontecerem [execuções], ficaremos muito chateados.”
Donald Trump
Em cinco dias, pelo menos 3.379 manifestantes morreram durante os protestos que tomam as ruas do país desde o fim de dezembro, de acordo com a Iran Human Rights Documentation Center. O dado da organização, que coleta informações a partir de fontes do Ministério da Saúde e Educação Médica da República Islâmica, é referente ao período do dia 8 ao 12 de janeiro.
CREDITO UOL
